terça-feira, 11 de agosto de 2009

FLIPORTO E LUCILA NOGUEIRA




Se a Fliporto fosse um rio
a poeta Lucila seria
o vento que inventa as ondas
de altas cristas cristalinas.
Se a Fliporto fosse um fogo
que acende o sol e as estrelas,
Lucila, mais do que chama,
seria a límpida flama.


Se fosse Escola de Samba,
empolgação verdadeira,
mais que madrinha, Lucila
seria porta-bandeira.
Se a Fliporto fosse pássaro,
desses que varam o mar,
dele Lucila seria,
além de asas, o cantar.

Mas Fliporto é o Festival
transnacional como o verde
do pernambucano atlântico,
mar de Porto de Galinhas,
praça de luz que não cessa,
porque fundada no tempo
pelo cântico orvalhado
da poeta Lucila Nogueira.

Thiago de Mello