domingo, 19 de outubro de 2008

DEBATE SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO NA FLIPORTO 2008

O poeta Luis Carlos Patraquim na Fliporto 2008

O escritor Pepetela em Porto de Galinhas


com Patrick Chabal e Antonio Carlos Secchin


com Paulina Chiziane e Marcelino dos Santos



Luz de Agualusa





Luz de Marcelino dos Santos






A FLIPORTO TRAZ DOIS PAINÉIS SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO :
UM COM O MEMBRO DA ABL PROFESSOR DOMÍCIO PROENÇA FILHO E OUTRO COM O ESCRITOR AGUALUSA, DA EDITORA LÍNGUA GERAL, QUE PUBLICA AUTORES AFRICANOS, PORTUGUESES E BRASILEIROS

VISÃO DO NOSSO CONVIDADO FLIPORTO PEPETELA SOBRE O ACORDO :

Lamento dizer, mas esse acordo não tem importância.
Se não é radical, então não vale a pena.

PEPETELA








QUINCY TROUPE PELA PRIMEIRA VEZ EM PORTUGUÊS








As Assinaturas do Tempo


As assinaturas compulsórias do tempo estão fazendo com que as pegadas desapareçam
traçando transversalmente chãos de deserto soprados pelo vento,

jornais jogados nas ruas frias e vazias,
rasgados, transformam-se em asas navegando como arraias
nadando pelo banho de um mar de esmeralda,

história são momentos tirados de pilhas diferentes
segurando fatos, vozes limpas como mariscos
num prato, desintegrando-se em fitas usadas,
partindo-se nos cilindros de gravadores de fitas antigos,

como fotos sumindo em jornais amarelados

Trad. Marina Martensson



VOZES MULHERES



CONCEIÇÃO EVARISTO


A voz da minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio.
Ecoou lamentos
de uma infância perdida.
A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.
A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela.
A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue e fome.
A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.
A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.


SONHO DE MÃE NEGRA

MARCELINO DOS SANTOS


Mãe negra
Embala o seu filho
E esquece
Que o milho já a terra secou
Que o amendoim ontem acabou.

Ela sonha mundos maravilhosos
Onde o seu filho irá à escola
À escola onde estudam os homens

Mãe negra
Embala o seu filho
E esquece
Os seus irmãos construindo vilas e cidades
Cimentando-as com o seu sangue

Ela sonha mundos maravilhosos
Onde o seu filho correria na estrada
Na estrada onde passam os homens

Mãe negra
Embala o seu filho
E escutando
A voz que vem do longe
Trazida pelos ventos

Ela sonha mundos maravilhosos
Mundos maravilhosos
Onde o seu filho poderá viver.

sábado, 18 de outubro de 2008

QUEREMOS SOLIDARIEDADE

MARCELINO DOS SANTOS : "A Europa deve aceitar que o relacionamento com África só terá futuro se for definitivamente ultrapassada a maneira antiga de ver o mundo, herdada da mentalidade colonial.
Nós não queremos caridade, queremos, sim, solidariedade, não queremos mantas, nem trigo, queremos, sim, ajuda ao nosso desenvolvimento de acordo com os planos de desenvolvimento que nós próprios definimos "

PROACTIVE


"In the field of poetry, great differences between white and black audiences can be perceived। The white one remains silent whereas the black one participates nearly as much as in a concert। Sitting down quietly is a good-mannered cultural behaviour. And good manners dispel creativity. We come from an expressive culture. The performer (poets, musicians, actors, sportsmen) is fed by the audience. When the audience expresses something the performer is filled with energy and gets better and better. African culture and therefore Afroamerican culture has always been proactive".

QUINCY TROUPE

FLIPORTO 2008 : THE PATH OF THE AFRICAN DIASPORA

We are crossing the Atlantic ocean, but in the inverse direction took by the slave ships that brought more than 9 million slaves to our continent since the first years of the 16th century. In the 120th anniversary of the abolition of slavery in Brazil, the International Literature Congress of Porto de Galinhas (FLIPORTO) will pay tribute to the importance of Africa to Brazil and Latin America.

We, Afro-Brazilians, Afro-Latin Americans, confront the codes of discrimination and oppression. Returning to the place of origin of our people is not merely a geographical event, as Africa resides solid in our ethnical memory. This tribute is about meeting once again with our psychological ground, our clearer view, the physiognomy that was not made invisible.


We, Latin Americans, will congregate the various ramifications of the African Diaspora in the post-colonial time. We, conscious of our origins, know that the Iberian colonizers themselves brought with them North-African blood due to the eight centuries in which they dominated the peninsula.

We have had in Brazil for last five years a law (nr 10.639), which was approved in January 9th 2003, that makes the teaching of African culture and history compulsory in middle and high school, establishing directives to the inter-ethnical relations in our country.


Multicultural education signifies the recovery of historical and social plenitude in relation to racial identity, and to the diversity of our multi-ethnical society, implementing actions that overcome the historical falsification of our African descendants.

In Brazilian universities, there has been is a boom of academic studies about African authors, and about the formation of the continent and its evolution from the Egyptian culture to the more recent political events. The reason behind this increased interest in Africa is the study of African historiography, of its identity traces in significant happenings, and the preoccupation with common problems, such as deforestation and poverty.


In 1925, the Mexican José Vasconcelos stated that a new race was appearing in Latin America, a race made by the richness of all of the previous races - a final race, a cosmic race. There is a series of philosophers like José Vasconcelos that have helped our people to maintain our self-esteem, such as Bartolomá de Las Casas (America’s apostle), Simon Bolívar, José Marti, Sousândrade, and José Veríssimo. In addition, we recognize the importance of Aztecan mythology, as beautiful as Greek mythology; we experience the richness of our mixed society, and feel proud of the African presence in our culture, music, temper, and literature.


The third FLIPORTO, which took place in September, last year, was also an international event, and Brazil was made the congregation spot of various Latin American countries. Cuba, Colombia, Nicaragua, Puerto Rico, Dominican Republic, Bolivia, Chile, Peru, Mexico, Argentina, Uruguay, and Venezuela were represented in the event by notable writers of each country. Additionally, the event took place in a very relaxed environment, characteristic of the northeast of Brazil. Important authors from the state of Pernambuco and other Brazilian states were also present in the event, and our guests were impressed with the large audience that attended the congress, euphoria that is compatible with the intensity and professionalism in which we developed our project.


Now we have extended our project to Africa and, in 2008, FLIPORTO’s theme is The Path of the African Diaspora: Literature in Africa and Latin America. We will concentrate mainly in the countries of Portuguese language; however, we will pay tribute to authors such as the first black African female to receive the Nobel Price of Peace, Wangari Maathai (Kenya, 2004), and the first black African to receive the Nobel Price of Literature, Wole Soyinka (Nigeria, 1986).

We will also pay tribute to the Afro-Brazilian poet Cruz e Sousa, founder of the symbolism in Brazil, in the 110th anniversary of this death, as well as the poet Castro Alves, for the 140 years of public presentation of his poem Tragédia no Mar (Tragedy in the Ocean, 1868), also known as Navio Negreiro (The Slave Ship).

In addition, we will pay tribute to another Brazilian writer - Jorge Amado, for the 70 years of publication of the book Juiabá in France. The book began being published in France after the editions of the books O País do Carnaval (The Country of Carnival), Suor (Sweat), Cacau, Mar Morte (Death Ocean), Capitães de Areia (Sand Captains), and Jubiabá itself, were burnt as ordered by the Sixth Military Region.

FLIPORTO 2008 will also pay tribute to the centenary of the Afro-Brazilian poet Solano Trindade, born in Pernambuco, as well as Josué de Castro, celebrating 100 years of his birth, and, finally, we will pay tribute to the 120 th anniversary of the abolition of slavery in Brazil.


In the beach of Porto de Galinhas, which is an old slavery port, from the 6th to the 9th of November 2008, there will be a congregation of ethnicities: writers from Angola, Mozambique, Cabo Verde, Guinea Bissau, Sao Tome and Principe, will debate themes of common interest with Brazilian and Hispanic-American writers, Portuguese and Spanish authors interested in post-colonialism, as well as important contemporary theorists in the field of inter-ethnical and cultural studies.

Everything will be put in a perspective that does not perceive literature as mere entertainment, but as an educational factor of humanistic configuration, as part of culture, as an ethnic/aesthetic principle to fill the void and to strengthen in mankind the courage, the resistance, the taste of beauty, the search for oneself, and the solidarity among people.
Tradução ao Inglês : MARINA MARTENSSON

TRILHAS DA DIÁSPORA : LITERATURA EM ÁFRICA E AMÉRICA LATINA


Atravessar o Atlântico , mas no sentido inverso ao dos navios negreiros que trouxeram ao nosso continente mais de 9 milhões de escravos, a partir dos primeiros anos do século XVI. Aos 120 anos da Abolição, Celebrar o significado da África no Brasil e na América Latina, nós, afro-brasileiros, afro-latinos., no confronto aos códigos de discriminação e opressão. Não é geográfico esse ponto de retorno, uma vez que reside inquebrantável dentro de nossa memória étnica. Trata-se de um reencontro com o nosso chão psicológico, nossa paisagem mais nítida, a fisionomia que não conseguiram tornar invisível.


Latino-americanos a congregar os vários desdobramentos da diáspora africana nestes tempos pós-coloniais. Conscientes de suas vastas raízes, sabedores que os próprios iberos colonizadores já traziam dentro de si o sangue norte-africano, após 8 séculos em que eles dominaram a península.
Brasileiros que há cinco anos tem em sua legislação a de número 10.639, sancionada a 9 de janeiro de 2003, tornando obrigatório, no ensino Fundamental e Médio, o ensino de história e cultura afro-brasileira e história e cultura africana, estabelecendo diretrizes para as relações inter-étnicas em nosso país.

A educação multicultural vem significar o resgate da plenitude histórica e social quanto à identidade racial e à diversidade na sociedade pluriétnica ,.implementando ações que superem a falsificação histórica aos afro-descendentes. Há nas universidades brasileiras um verdadeiro boom de estudos acadêmicos sobre autores africanos, sobre a formação do continente e sua evolução desde mesmo a cultura egípcia até os processos políticos mais recentes. O caminho seguido é a releitura da historiografia africana, o percurso de seus traços identitários em fatos marcantes, a preocupação com problemas comuns , como o desmatamento e a pobreza

Em 1925, o mexicano José Vasconcelos afirmou que na América Latina estava se formando uma nova raça, feita com a riqueza de todas as anteriores, a raça final, a raça cósmica. Há uma seqüência de pensadores que tem ajudado o nosso povo a não perder jamais a auto-estima, desde Bartolomá de Las Casas, o Apóstolo da América, até Simon Bolívar, José Marti, ,Sousândrade, José Veríssimo. Sabemos reconhecer a importância da mitologia azteca, bela como a da Grécia, sentimos a riqueza da nossa cultura mestiça, sentimos orgulho da presença africana em nossa cultura , na música, no temperamento,ç na literatura.

A terceira versão da FLIPORTO, realizada em setembro do ano passado, internacionalizou-se e transformou o Brasil em um pólo congregador dos vários países latino-americanos. Cuba, Colômbia, Nicarágua, Porto Rico, República Dominicana, Bolívia, Chile, Peru, México, Argentina, Uruguai,Venezuela estiveram aqui representados, escritores referenciais em suas comunidades, com militância ativa em seu pacto literário. E tudo em um ambiente descontraído, característico do Nordeste , presentes também grandes nomes nacionais e pernambucanos, de modo que os convidados ficaram impressionados inclusive com o grande público presente à programação literária, em uma euforia compatível com a intensidade e profissionalismo como foi desenvolvido o nosso trabalho.

Agora, nos estendemos à África. Mais detalhadamente aos países de língua portuguesa, porém celebrando autores como a primeira mulher africana negra a receber o Prêmio Nobel da Paz, Wangari Maathai (Quênia, 2004) e o primeiro africano negro Prêmio Nobel de Literatura, Wole Soyinka(Nigéria,1986). Homenageando o poeta negro Cruz e Sousa, fundador do nosso simbolismo, aos 110 anos de sua passagem, bem como ao poeta baiano Castro Alves, pelos 140 anos da apresentação pública de Tragédia no Mar, que viria a se chamar O Navio Negreiro (1868). Homenageamos nesta versão o grande escritor Jorge Amado, pelos 70 anos de publicação na França de Jubiabá, vitória obtida após haverem sido queimadas, no ano anterior, as edições de O país do carnaval, Suor, Cacau, Mar Morte, Capitães de Areia e o próprio Jubiabá, por determinação da Sexta Região Militar. A FLIPORTO 2008 presta , ainda, uma significativa homenagem ao centenário do poeta negro pernambucano Solano Trindade, bem como aos 120 anos da Abolição.

Na praia de Porto de Galinhas, antigo porto de escravos, dar-se-á o encontro/reencontro das etnias: escritores de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, debatendo temas de interesse comum com escritores brasileiros, hispano-americanos, autores portugueses e espanhóis entusiasmados com o pós-colonialismo, teóricos fundamentais contemporâneos dos estudos inter-étnicos e culturais. Tudo dentro da perspectiva que não vê a literatura como mero entretenimento, mas como fator educacional de formação humanística, como parte da cultura, como princípio ético/estético a preencher o vazio e fortalecer no homem a coragem, a resistência, o gosto da beleza, a busca de si mesmo, a solidariedade entre os povos. ANTONIO CAMPOS (CURADOR GERAL DA FLIPORTO)




[

PARTICIPATIVA

"En el terreno de la poesía se perciben claras diferencias entre una audiencia blanca y una audiencia negra। La blanca permanece callada, mientras la negra participa casi tanto como en un concierto. Sentarse seria y calladamente es un comportamiento de la cultura de los buenos modales. Y los buenos modales ahuyentan la creatividad. Nosotros procedemos de una cultura expresiva. El performer -poeta, músico, actor, deportista- se alimenta de la audiencia. Cuando el público se expresa el performer se llena de energía y se supera a sí mismo. La cultura africana, y por tanto la afroamericana, ha sido siempre participativa."

Quincy Troupe

SENDEROS DE LA DIÁSPORA: LITERATURA EN ÁFRICA Y LATINOAMÉRICA


Atravesar el Atlántico, pero en sentido inverso al de los navíos negreros que trajeron a nuestro continente más de nueve millones de esclavos desde los albores del siglo XVI. Al cumplirse 120 años de la Abolición, Celebrar el significado de África en Brasil y en Latinoamérica es para nosotros, afro-brasileños, afro-latinos, enfrentarnos a los códigos de discriminación y opresión. No es geográfico este punto de retorno, ya que reside inquebrantable dentro de nuestra memoria étnica. Se trata de un reencuentro con nuestra base psicológica, nuestro paisaje más nítido, la fisionomía que no consiguieron hacer visible.


Latinoamericanos que han de congregar varios desdoblamientos de la diáspora africana en estos tiempos pos-coloniales. Conscientes de sus vastas raíces, sabedores de que los propios iberos colonizadores ya traían dentro de sí la sangre norteafricana, tras ocho siglos de dominio musulmán de la península. Brasileños que hace cinco años tienen en su ley 10.639, de nueve de enero de 2003, la promulgación de la obligatoriedad para la educación primaria y secundaria de la enseñanza de historia y cultura afro-brasileña e historia y cultura africanas, estableciendo directrices para las relaciones inter-étnicas en nuestro país.


La educación multicultural viene a significar el rescate de la plenitud histórica y social respecto a la identidad racial y a la diversidad en la sociedad multiétnica, implementando acciones que permitan superar una falsa conciencia histórica a los afro-descendientes. Hay en las universidades brasileñas un verdadero boom de estudios académicos sobre autores africanos, sobre la formación del continente y su evolución desde incluso la cultura egipcia hasta los procesos políticos más recientes. El camino seguido es la relectura de la historia africana, el recorrido de sus rasgos de identidad en hitos, la preocupación con problemas comunes, como la destrucción de la selva y la pobreza.


En 1925 el mexicano José Vasconcelos afirmó que en Latinoamérica se estaba formando una nueva raza, hecha con la riqueza de todas las anteriores, la raza final, la raza cósmica. Hay una secuencia de pensadores que vienen ayudando a nuestro pueblo a no perder jamás la auto-estima, desde Bartolomé de las Casas, el Defensor de los Indios, hasta Simón Bolívar, José Martí, Sousândrade, José Veríssimo. Sabemos reconocer la importancia de la mitología azteca, tan bella como la griega, sentimos la riqueza de nuestra cultura mestiza, sentimos orgullo de la presencia africana en nuestra cultura, en la música, en el temperamento, en la literatura.


La tercera versión de la FLIPORTO, realizada en setiembre del año pasado, se internacionalizó y transformó Brasil en un polo que congrega varios países latinoamericanos. Cuba, Colombia, Nicaragua, Puerto Rico, República Dominicana, Bolivia, Chile, Perú, México, Argentina, Uruguay, Venezuela, estuvieron aquí representados, escritores de referencia en sus comunidades, con militancia activa en su pacto literario. Y todo en un ambiente relajado, característico del Nordeste, presentes también grandes nombres nacionales y pernambucanos, de modo que los invitados se impresionaron incluso con el gran público presente en la programación literaria, en una euforia compatible con la intensidad y profesionalismo como fue desarrollado nuestro trabajo.


Ahora nos extendemos a África. Más concretamente a los países de lengua portuguesa, aunque celebrando a autores como la primera mujer africana negra en recibir el Premio Nobel de la Paz, Wangari Maathai (Kenia, 2004) y al primer africano negro Premio Nobel de Literatura, Wole Soyinka (Nigeria,1986).

Homenajeando al poeta negro Cruz e Sousa, fundador de nuestro simbolismo, a los 110 años de su fallecimiento, así como al poeta de Bahía, Castro Alves, por sus 140 años de la presentación pública de Tragedia en el Mar, que vendría luego a llamarse el Navío Negrero (1868). Homenajeados en esta versión el gran escritor Jorge Amado por sus setenta años de publicación en Francia de Jubiabá, victoria obtenida tras haberle sido quemadas un año antes las ediciones de el País del carnaval, Sudor, Cacao, Mar Muerte, Capitanes de Arena y el propio Jubiabá, por determinación de la Sexta Región Militar. La FLIPORTO 2008 presta además un significativo homenaje al centenario del poeta negro Solano Trindade, así como a los 120 años de la Abolición.


En la playa de Porto de Galinhas, antiguo puerto de esclavos, se dará el encuentro de las etnias: escritores de Angola, Mozambique, Cabo Verde, Guinea Bissau, Santo Tomé y Príncipe, debatiendo temas de interés común con escritores brasileños, hispanoamericanos, portugueses y españoles, entusiasmados con el pos-colonialismo, teóricos fundamentales contemporáneos de los estudios inter-étnicos y culturales.

Todo dentro de la perspectiva que no ve a la literatura como mero entretenimiento, sino como un factor educativo de formación humanística, como parte de la cultura, como principio ético/estético que llene el vacío y fortalezca al hombre el coraje, la resistencia, el gusto por la belleza, la búsqueda de sí mismo, la solidaridad entre los pueblos.

Trad.JUAN PABLO MARTÍN RODRIGUES

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

PROGRAMAÇÃO LITERÁRIA

DIA 6 (Quinta Feira)


17,00 hs - ABERTURA – Palavra do curador geral Antonio Campos

Apresentação grupo Mestre Salustiano

Recital de Marcelino Santos (Moçambique), Quincy Troupe( EUA) , Rei Berroa (Rep.Dom.) e Thiago de Mello (Brasil)

AULA ESPETÁCULO DE ARIANO SUASSUNA

Recital Negras Vozes

Lançamento dos livros Legado : Fliporto 2007, Daguerreótipos de Marcus Accioly, O Amor não tem Bons Sentimentos, de Raimundo Carrero e Solano Trindade, poeta do povo

Coquetel de confraternização


Dia 7 (Sexta-feira)

Sala 1

9,00 hs – Lusografias : Literatura Lusófona Pós-Colonial
Palestra : Patrick Chabal(França/King’s College Londres-Pres. da AEGIS:
Grupo África-Europa de Estudos Interd. Ciências Humanas e Sociais)
Apresentação : Ângela Dionísio (Brasil/Coord.Pós-Grad.Letras/Ufpe)

10,00 hs – Lusografias : A Cor da Cultura : Intercâmbios Afro-latinos
Palestra : Zulu Araújo(Pres.Fundação Cultural Palmares)
Participação : Lúcia Araújo e Marisa Vassimon (Canal Futura)
Apresentação : Virgínia Leal(Brasil/Diretora Cac/Ufpe)
Lançamento do Observatório Afro-Latino

11,00 hs - Lusografias : Lobo Antunes e a ficção portuguesa pós-colonial
Palestra : Ana Paula Arnaut (Universidade de Coimbra-Portugal)
Apresentação : Lucila Nogueira (Brasil/Ufpe/Curadora Literária Fliporto)

Lançamento de livros de Patrick Chabal e Ana Paula Arnaut


Sala 2

9,00 hs – Lusografias : Literatura Brasileira em Portugal
Palestra : Arnaldo Saraiva(Centro de Estudos Brasileiros da Universidade do Porto)
Apresentação : José Rodrigues de Paiva (Brasil/Assoc.Est.Port.J.Emerenciano/Ufpe)

10,00 hs - Lusografias : Sobre o Acordo Ortográfico
Palestra : Domício Proença Filho(ABL)
Apresentação : Maria José Luna (Brasil/UFPE)

11,00 hs – Lusografias : O Acordo Ortográfico e a Editora Língua Geral
José Eduardo Agualusa (Angola)
Apresentação : Nelly Carvalho (Brasil/UFPE)

Lançamento de livro de José Eduardo Agualusa (Angola)
Lançamento da Revista A Terceira Margem (Porto)
Lançamento de livro Domício Proença Filho(Brasil)
Lançamento de livros da Editora Língua Geral(África/Brasil/Portugal)

Sala 3


9,00 hs – Lusografias : A demanda pós-colonial das literaturas africanas
José Flávio Pessoa de Barros (Brasil-Univ.Cândido Mendes)
Roberto Pontes(Brasil-UFC)
Rita Chaves (Brasil-USP)
Vera Maquea (Brasil-Unemat)
Apresentação : César Giusti (Brasil/Ufpe)

10,00 hs - Lusografias : uma trajetória
Alexandre Maia (Brasil - Ufpe)
Francisco Soares (Angola - Univ.Benguela)
Lucila Nogueira(Brasil-Ufpe)
Luis Cezerillo(Moçambique-Uem)
Apresentação : José Rodrigues de Paiva(Brasil/Ufpe)

11,00 hs - Lusografias : Pernambuco Falando para o Mundo
Edições Pernambucanas
Gilda Lins(Edit.Universitária) conversa com Leda Alves (CEPE)
Oitenta anos de Gilvan Lemos
Depoimento : Lucilo Varejão Neto
Muito Além da Palavra
Palestra : Luzilá Gonçalves Ferreira

Lançamento do livro Muito Além do Corpo de Luzilá Gonçalves Ferreira
Lançamento de livros da CEPE e Editora Universitária



Lançamento de Livros


I N T E R V A L O PARA ALMOÇO

Sala 1

15,00 hs – Literatura Moçambicana
Luiz Carlos Patraquim conversa com Paulina Chiziane
Leitura de Poesia por Luís Cezerilo e Marcelino Santos
Apresentadores : Perón Rios e Johnny Martins (Brasil/Ufpe)

16,00 hs - Literatura Angolana
Ondjaki conversa com Agualusa e Pepetela
Leitura de poesia por Francisco Soares e Amélia Dalomba
Apresentadores : Pietro Graza e Lepê Correia (Brasil/Ufpe)

17,00 hs - Poesia das Américas
Quincy Troupe(EUA), Rei Berroa(Rep.Dom) e Thiago de Mello(Brasil)
Apresentação : Marina Martensson(Brasil/Suécia)

Lançamento de livros



Sala 2

15,00 hs - Literatura de São Tomé e Príncipe
Palestra : Margarida Paredes (Portugal/Universidade De Lisboa)
Apresentação : Wilma Martins Mendonça(Ufpb) e Anamélia Maciel (Ufpe)
Leitura : Manuel Teles Neto-Malé Madeçu (São Tomé e Príncipe)
Apresentação : Olímpio Bonald (APL)e André Cervinskis(UFPB)


16,00 hs – Literatura de Cabo Verde
Palestra : José Manuel Esteves (Portugal/Univ.Paris-Ouest La Défense)
Apresentação : Gilda Santos (UFRJ-Real Gabinete Português de Leitura do Rio)
Leitura de ficção : Samuel Gonçalves (Cabo Verde)
Apresentação : Alexandre Santos(Brasil/Pres.ALANE)

17,00 hs – Literatura da Guiné Bissau
Palestra : Moema Parente Augel (Brasil/Alemanha/Univ.Bielefeld)
Apresentação : Roberto Pontes (Brasil/UFC)
Leitura de Poesia : Tony Tcheka (Guiné Bissau)
Apresentação : Vital Corrêa (Brasil/UBE)

Lançamento do livro “O desafio do escombro”,de Moema Parente Augel.
e “Guiné sabura que dói “ de Tony Tcheca(Guiné Bissau)
Apresentação : Magnum Stalone,Flávia França e alunos de Letras(Ufpe)da Guiné Bissau

Lançamento de livro de José Manuel Esteves(Portugal/Univ.Paris Ouest La Défense)
Lançamento de livro de Manuel Teles Neto(São Tomé e Príncipe)
Lançamento de livro de Samuel Gonçalves (Cabo Verde)


Sala 3


15,00 hs - Literatura da Guiné Equatorial
Palestra : Benita Sampedro Viscaya (Galiza/Hofstra Univ.NY)
Apresentação : Alberto Poza(Espanha/Brasil/Ufpe)

16,00 hs –Recordando os 110 anos da morte do poeta afro-descendente Cruz e Sousa
Palestra : Ângelo Monteiro
Apresentação : Waldênio Porto (Brasil/Pres. Academia Pernambucana de Letras)

17,00 - África de todos nós
Roberto Emerson Câmara Benjamin (Pernambuco/UFRPE)
Roberto Motta(Pernambuco/UFPE)
Yeda Pessoa de Castro (Bahia/UFBA)
Coordenação :Valteir Silva (Pernambuco/NEBA-UFPE)



EM SALA ESPECIAL

18,00 hs - Exibição do filme Cruz e Sousa, o poeta do desterro(Sylvio Back)

18,30 hs - Mostra dos filmes africanos vencedores do Festival de Tarifa
(Apoio Instituto Cervantes )
Apresentação : Juan Ignacio Jurado Centurión (Espanha/Brasil/Ufpe)

EM SALA ESPECIAL

18,00 hs - Poema/instalação de Wellington de Melo

19,00 hs - Poesia e Pintura por Pedro Buarque


NA PRAÇA DAS PISCINAS NATURAIS

18,00 hs – Roda de Poesia FLIPORTIANA

Marcelino dos Santos/Luís Carlos Patraquim/Luís Cezerilo(Moçambique)Tony Tcheca(Guiné Bissau)Manuel Teles Neto(São Tomé e Príncipe)Amélia Dalomba/Francisco Soares(Angola)Quincy Troupe(EUA)Fernando Nieto Cadena(Equador)Francisco Fernandez (Nicarágua)Nelson Simon(Cuba)Rei Berroa(República Dominicana)Vicente Gómez Montero(México)Waldo Leyva(Cuba)Affonso Romano de Sant'Anna(Brasil) Apresentação : Antonio Campos e Lucila Nogueira(Brasil)

19,00 hs - Grupo MOVIPOESIA




DIA 8 (Sábado)

Sala 1

9,00 hs - Ensaio Latino-Americano : Muerterismo y Vodu en Cuba
José Millet (Cuba/Venezuela)
Apresentação e Trad. espanhol : Juan Pablo Martin Rodrigues (Espanha/Brasil/Ufpe)

9,30 hs – Poesia Latino-americana : 70 anos sem Alfonsina Storni e César Vallejo
Karine Rocha (Brasil/Ufpe) Rei Berroa(Rep.Dom.) e Lucila Nogueira(Brasil/Ufpe)

10,00 hs - Sobre a Literatura Latino-americana
Juan Ignacio Jurado Centurión (Espanha/Brasil/Ufpe)
Juan Pablo Martin Rodrigues(Espanha/Brasil/Ufpe)
Luzilá Gonçalves Ferreira(Brasil/Ufpe)
Schneider Carpeggiani (Brasil/Ufpe)
Sérgio Fonta (Rio de Janeiro)
Coordenador : Miguel Espar Argerich (Catalunha/Brasil/Ufpe)


11,00 – Viva a Literatura Latino-americana
Nelson Simon(Cuba)
Rei Berroa(República Dominicana)
Waldo Leyva(Cuba)
Coordenação : Alfredo Cordiviola ( Argentina/Brasil –UFPE)
(Trad.do espanhol : Juan Ignacio Jurado Centurión
Juan Pablo Martin Rodrigues e Wellington de Melo)

Lançamento de livros de escritores latino-americanos


Sala 2


9,00 hs – Literatura Brasileira Hoje
Bruno Piffardini (São Paulo/Pernambuco)
Cláudio Willer(São Paulo)
João Paulo Cuenca (Rio de Janeiro)
José Mário Rodrigues (Pernambuco)
Sérgio de Castro Pinto (Paraíba)
Vicente Franz Cecim(Pará)
Coordenação : Raimundo Carrero e Lourival Holanda (Pernambuco)

10,00 hs – Literatura Brasileira : Quando o Escritor é Editor
João Gabriel de Lima (Revista Bravo)
José Neumanne Pinto (Jornal Estado de São Paulo)
Linaldo Guedes(Suplemento Correio das Artes)
Quincy Troupe(Black Renaissance Noir)
Ronaldo Bressane (Revista Entrelivros)
Coordenadores : Flávio Chaves(Gazeta Pe.)e Garibaldi Otávio(Brasil)
Trad.do inglês : Marina Martensson(Suécia)

11,00 hs - A trajetória OFF FLIP na FLIPORTO
Ovídio Poli Júnior conversa com Lucila Nogueira
Leitura de texto com Flávio de Araújo
Apresentação : Márcia Maia (Pernambuco)

11,30 hs - Literatura e Arte
Palestra : Affonso Romano de Sant’Anna
Apresentação : Martha Góis

Lançamento do livro O Enigma Vazio
de Affonso Romano de Sant'Anna
Lançamento do livro Carnaval de João Gabriel de Lima
Lançamento de livros do selo OFF FLIP
Lançamento de livros dos escritores brasileiros


Sala 3

9,00 hs - Diáspora e Identidade Cultural em Stuart Hall
Palestra : Liv Sovik (Brasil/UFRJ)
Apresentação :Ângela Phryston(Brasil/UFPE)

9,45 hs - A África na obra de Doris Lessing
Palestra : Marli Hazin (Brasil/UFPE)
Apresentação : Sueli Cavendish (Brasil/UFPE)

10,30 hs Aimé Césaire : Surrealismo e negritude na América Latina
Yaracylda Coimet (Brasil /UFPE)
Apresentação : Lourival Holanda(Brasil/UFPE)

11,15 hs - - Homenagem a Antonio de Castro Alves
140 anos da apresentação de O Navio Negreiro (Tragédia no Mar)
recital 1 – Michelle Nogueira e Tatyane Rose
recital 2 - S.R.Tuppan e Marina Martensson
Apresentação : Adalto Farias e Jimmy Astley

11,30 hs - 70 anos da tradução francesa de Jubiabá
Myrian Fraga (Bahia- Fund. J. Amado)conversa com Lucilo Varejão Neto(Arl/Ufpe)
Apresentação : Heloísa Arcoverde de Moraes(FCCR)

Lançamento de livro Myrian Fraga


I N T E R V A L O P A R A A L M O Ç O


Sala 1

15,00 hs - GERAÇÃO 65 : Saudade de Sérgio Albuquerque
Depoimentos: Delano, Leda Alves, Lucilo Varejão Neto, Roberto Motta, Sílvio Soares
Leitura de Cyl Gallindo e Marina Martensson (Suécia)
Apresentação : José Mário Rodrigues e Lucila Nogueira
Lançamento 2ª edição(fac-similada) aos quarenta anos de Murais da Morte

16,00 hs - GERAÇÃO 65 :Tributo a Alberto da Cunha Melo
Depoimentos : Norma Godoy.e Liliane Jamir ( FAFIRE )
Apresentador : Alexandre Furtado (FAFIRE)
Recital de homenagem pelos alunos da FAFIRE
Lançamento de edição em braille do livro CLAU(Biblioteca Pública Estadual)
Apresentação : Antonio Campos e Domingos Alexandre

17,00 hs - GERAÇÃO 65 : Raimundo Carrero : Literatura e Vida
Homenagem dos alunos da sua Oficina Literária
Apresentação : Schneider Carpeggiani e Marcelo Pereira

18,00 hs - Lançamento de Livros
Ângelo Monteiro, Jaci Bezerra e José Rodrigues de Paiva
Apresentação : César Leal

GERAÇÃO 65 : EM SALA ESPECIAL

Exposições Permanentes de Maximiano Campos (IMC)
e Alberto da Cunha Melo (Biblioteca Pública Estadual)



Sala 2


15,00 hs - Joaquim Nabuco e o Abolicionismo
Mário Hélio (FJN) conversa com César Leal (Ufpe)

15,45 hs - A África em Gilberto Freyre
Fátima Quintas (APL) conversa com Sílvio Soares (Fundaj)

16,30 hs - Brasil, África e América Latina
Antonio Campos (Curador Geral da Fliporto) conversa com Marcus Accioly (Presidente do Conselho Estadual de Cultura)

17,15 hs - Poesia e epopéia na América Latina
Palestra : Marcus Accioly (Presidente do Conselho Estadual de Cultura)
Apresentador/debatedor : Saulo Neiva(França/Univ.Clermont-Ferrand)

18,00 hs - Lançamento audio-livro Marcus Accioly



Sala 3

15,00 hs – A Saga dos Anti-Heróis Latino-Americanos
Beato Lourenço - Cláudio Aguiar(APL) e Luiz Henrique Monteiro (Ufpe)
Virgulino Ferreira da Silva - Frederico Pernambucano de Melo (APL))
Coordenador : Lourival Holanda(Ufpe)

16,00 hs - Homenagem ao Centenário de Guimarães Rosa
Palestra : Sandra Vasconcelos( IEB/USP)
Participação : Ana Luiza Martins Costa(PRAGMA/IFCS/UFRJ)
Neuma Cavalcante(UFC) M.D. representante da família de JGR
Leitura de texto : Bráulio Tavares
Apresentação : Paulo Gustavo (Fundaj)
Leitura de manifesto em favor da liberdade de expressão

17,00 hs - Recital de Poesia Afro-descendente por Conceição Evaristo :
Momento da ancestralidade e da resistência negra na poesia brasileira
Apresentação : Lepê Correia e Jimmy Astley(Brasil/Ufpe)

17,15 hs - Homenagem ao Centenário de Solano Trindade
Cláudia Cordeiro conversa com Inaldete Pinheiro
Depoimento : Raquel Trindade
Apresentador : Valteir Silva (NEBA – Ufpe)

18,00 hs - Homenagem ao Centenário de Josué de Castro
Palestra : Alain Bue(Univ.Paris VIII/Vincennes - Saint-Denis)
Apresentação e Tradução : Yaracylda Coimet(Brasil/Ufpe)

Lançamento dos livros : A Nova Geografia da Fome - Xico Sá
Josué de Castro, a fome e o mangue - Lucila Nogueira
Josué de Castro , o gênio silenciado – Vandeck Santiago
Apresentação : Antonio Campos (Curador Geral Fliporto)

Lançamento de livros de Conceição Evaristo,Bráulio Tavares,Lepê Correia,Frederico Pernambucano de Melo(APL) e Cláudio Aguiar(APL)


EM SALA ESPECIAL

18,00 hs - Exibição do filme MUTUM sobre conto de JGR (Ana Luiza Martins Costa)

18,30 hs – Exibição documentário sobre Solano Trindade

19,00 hs - Exibição do vídeo Miró : preto, pobre, poeta e periférico


NA PRAÇA DAS PISCINAS NATURAIS

18,00hs – Roda de Poesia da Paraíba

Antonio Mariano/Astier Basílio/Bráulio Tavares/Dione Barreto/Hildeberto Barbosa Filho/José Neumanne Pinto/Lau Siqueira/Linaldo Guedes/Mário Hélio/Petra Ramalho/Raimundo Gadelha/Sérgio Castro Pinto.Apresentação : Heloísa Arcoverde de Moraes(FCCR) e Silvana Menezes

19,00 hs - CANTO PERNAMBUCANO:A REVELAÇÃO DAS ORIGENS

Antonio Torre Medina

19,30 hs – Grupo de Poesia NÓS-PÓS



Dia 9 ( domingo )

Sala 1

9,00 hs – Homenagem ao Centenário de Machado de Assis
Palestra : Antonio Carlos Secchin(ABL)
Apresentação : Aleilton Fonseca(Bahia/Ufba)

10,00 hs - Diálogos Para não Esquecer
José Eduardo Agualusa (Angola)/Luis Carlos Patraquim(Moçambique)
Marcelino dos Santos(Moçambique)/Pepetela(Angola)
Apresentação : Patrick Chabal(França/King's College London)

11,00 HS - Literatura, Cidadania e Ecologia
Palestra : Carlos Minc
Apresentação : Lucila Nogueira

Lançamento de livros

11,30 hs - Sessão do Movimento Poetas del Mundo
Posse de Antonio Campos(Curador Geral) como Cônsul em Ipojuca e Pernambuco
Apresentação : Luiz Arias Manzo(Chile)/Delasnieve Daspet/Diva Pavesi (Brasil)

12,30 hs - AULA SHOW -
José Miguel Wisnik (SP – Brasil)
e Arthur Nestrovski (SP/Brasil)
Apresentação: Antonio Campos

13,00 hs - SESSÃO DE ENCERRAMENTO
Palavra do Curador Geral da Fliporto Antonio Campos

Sala 2

9,00 - As multi-etnias de Jomard
Moisés Neto (Ufpe) conversa com Noemi Araújo
Leitura : Jomard Muniz de Britto

9,45 hs -Angola : A Pátria mãe de meus afetos
palestra : Cyl Gallindo
Apresentação : Lourdes Sarmento

10,30 hs - A fala da mulher na Literatura Pernambucana
Cida Pedrosa e Inah Lins
Kátia Mesel e Lenilde Freitas
Marilena de Castro e Vivian Leone
Coordenação : Luzilá Gonçalves Ferreira (Brasil/UFPE)

11,15 hs - Diálogos Luso-Brasileiros
Palestra : Gilda Santos (Real Gabinete Português de Leitura do Rio)
Apresentação : José Rodrigues de Paiva(Assoc.Est.Port.Jordão Emerenciano/Ufpe)

Participação : Elisabete Dias Martins(Universidade Federal do Ceará)
Maria de Lourdes Hortas(Gabinete Português de Leitura do Recife)
Laura Areias( GPL e Real Hospital Português do Recife)
Ermelinda Ferreira (Universidade Federal de Pernambuco)
Apresentação : Teresa Magalhães(Aalp) e Humberto França(Fundaj)

Lançamento de livros dos painelistas e dos escritores Admaldo Matos, Rinaldo de Fernandes, André Cervinskis, Lourdes Sarmento, Luzilá Gonçalves Ferreira, Esmeralda Camacho, entre outros.

Sala 3

9,00 hs - Diálogos Afro-brasileiros
Literaturas Africanas no Nordeste do Brasil
Amarino Queiroz(Bahia/Uefs) e Zuleide Duarte (Paraíba/Uecg)
Paisagens Culturais em Luandino Vieira
Érica Teixeira(Brasil/Unicastelo) e Luís Cezerilo(Moçambique/Uem)
Apresentação : Maria Gabriela da Costa(Angola/Brasil/Ufal)

10,00 hs - Literatura, rádio e televisão
Cristiano Ramos (Tv Universitária)
Evaristo Filho (Tv Globo)
Renato Lima (Café Colombo)
Apresentadora : Maria Cláudia de Azambuja(Brasil)

10,30 hs - Literatura e Mídia no Brasil
Maria Adelaide Amaral
Edney Silvestre
Antonio Calloni
Coordenação : Luís Erlanger(Rio de Janeiro/Rede Globo)

11,15 hs - Literatura americana hoje
Leitura : William Gordon(EUA)
Apresentação : Felipe Harrison(Brasil)
Tradução : Marina Martensson (Brasil/Suécia)

Lançamento de livros de William Gordon


OFICINAS LITERÁRIAS

CLÁUDIO WILLER
PAULO CALDAS

terça-feira, 14 de outubro de 2008

FLIPORTO 2008 : TRILHAS DA DIÁSPORA

Dentro da linha de internacionalização que a Fliporto vem adotando desde o ano passado, com ênfase na integração dos escritores latino-americanos, desta vez aprofundamos inda mais a discussão sobre nossa identidade cultural, através do prazer da leitura A pergunta, trazemos de Retamar : o que seria da nossa história, da nossa cultura, sem a história e cultura de Caliban, a quem Próspero toma a ilha e o obriga a falar uma outra língua ?

Coube a Aimé Césaire adaptar em tempos modernos a Tempestade de Shakespeare para um teatro negro, já havendo, contudo, em 1878, publicado Renan o seu drama com o mito desse nome, anagrama para canibal, registro e condição que fora objeto de ensaio de Montaigne em 1580, o mesmo ano da morte do ontem degredado e hoje celebrado Camões.

Simon Bolívar, em 1819, já havia lembrado que somos um composto de África e América, porque a própria Espanha também teria sangue africano, veja-se o período de oito séculos sob o domínio dos mouros, o que também se aplica a Portugal. Somos África na América Latina, somos África da América Latina. Somos afro-latinos, afro-latino-americanos.

Trilhas da Diáspora : Literatura em África e na América Latina é o tema da Fliporto deste ano. Escritores de destaque na África Lusófona estão conosco : Pepetela,(Prêmio Camões) Marcelino dos Santos, José Eduardo Agualusa. Luis Carlos Patraquim, Os dois primeiros se inscrevem na história africana não apenas pela literatura, mas pelo exemplo de vivo combate pela libertação de Angola e Moçambique do sistema colonial .Já os dois últimos representam o que há de melhor na ficção angolana e poesia moçambicana de sua geração, mantendo a simbiose da fidelidade à raiz do lugar sem exclusão do cosmopolitismo contemporâneo. Também de Angola vem Onjaki,o jovem finalista do Prêmio da Portugal Telecom deste ano.

Ana Paula Tavares, Paulina Chiziane e Amélia Dalomba prometem abalar os que morrem de curiosidade pela literatura de autoria feminina africana, sendo que a Amélia estará também lançando o seu último cd, em que trabalha com vários músicos de África e Europa. São convidados da Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe e do Cabo Verde o Tony Tcheca, Manuel Teles Neto, Samuel Gonçalves. O primeiro estará recebendo homenagem dos alunos de Letras guineenses que fazem intercâmbio em Pernambuco com a Ufpe.Outros nomes importantes são o moçambicano Luís Cezerilo e o angolano Francisco Soares, que junto com a curadoria literária Fliporto e o Chefe do Departamento de Letras da Ufpe Alexandre Maia integram a coordenação das Lusografias em seu V Seminário.

A Fliporto , através da sua curadoria literária, dá prosseguimento aos seminários de Lusografias, com presença representativa dos professores universitários que se dedicam ao estudo da África e suas literaturas : Patrick Chabal,do King’s College de Londres,José Manuel Esteves, da Univ.Paris-Ouest La Défense, Moema Parente Augel, da Univ.de Bielefeld, na Alemanha, Saulo Neiva, da Univ. de Clermont Ferrand, na França. Nomes como Margarida Paredes,Gilda Santos,Rita Chaves, Yeda Pessoa de Castro, Alexandre Maia, José Jorge de Carvalho, Roberto Mota, Roberto Benjamim, José Flávio Pessoa de Barros.

Ou portugueses voltados às literaturas brasileira e portuguesa pós-colonial, como Arnaldo Saraiva, do Porto e Ana Paula Arnaut, de Coimbra. Sem esquecer a prata da casa, professores da Universidade Federal de Pernambuco, muitos do Departamento de Letras, além de Walteir Silva, Diretor do Núcleo de Estudos Brasil-África. A Professora Benita Sampedro Viscaya, da Universidade de Hofstra, em Nova Yorque, estará falando sobre a literatura de sua especialidade, no caso a da Guiné Equatorial.


Porque continua o abraço latino-americano. Consta da programação uma palestra do cubano radicado na Venezuela José Millet sobre o vodu em Cuba. Aliás a Fliporto traz este ano o argentino Alfredo Cordiviola conduzindo painel com os cubanos Waldo Leyva, poeta também líder de um grupo de trovadores em Havana e Nelson Simon, de Pilar Del Rio. Volta ao Brasil o poeta Rei Berroa, da República Dominicana, professor na Universidade George Mason em Washington, que teve sua poesia recentemente celebrada no Egito e chegam Fernando Nieto Cadena, equatoriano radicado no México, Vicente Gómez Montero, coordenador do Festival Ibero-americano de poesia Carlos Pellicer Câmara e Francisco Fernandez, diretor do Festival Internacional de Poesia de Granada, com o qual a Fliporto assinará documento de Irmanamento, ao final do Encontro.Também estará presente o Luiz Arias Manzo, presidente do Movimento Poetas del Mundo, empossando o curador geral Antonio Campos como cônsul em Ipojuca e Pernambuco. Da América Latina, haverá sessão especial de leitura de poemas do peruano César Vallejo e da Argentina/suíça Alfonsina Storni, assinalando os setenta anos de seu desaparecimento.

Do Brasil estará presente aquele que é considerado o nosso grande africanista, poeta Alberto da Costa e Silva, que várias vezes exerceu a diplomacia naquele continente. Também os poetas Thiago de Mello, Affonso Romano de Sant’Anna,que lança novo livro ao seu público cativo em Pernambuco e Cláudio Willer,que vai ministrar uma oficina sobre a Geração Beat, matéria de sua especialidade. Da Academia Brasileira de Letras virá o poeta e professor Antonio Carlos Secchin, que fará a palestra alusiva ao centenário da morte de Machado de Assis. Já o acadêmico Domício Proença Filho é responsável pelo painel que discute a questão do acordo ortográfico, também objeto de análise pelo escritor angolano José Eduardo Agualusa, assunto na ordem do dia em todos os lugares envolvidos com a leitura.


Os painéis ligados à literatura brasileira um deles coordenado por Raimundo Carrero, contam com a presença de autores como João Paulo Cuenca, Ronaldo Bressane, João Gabriel de Lima, Cláudio Willer, Vicente Franz Cecim, José Neumanne Pinto, Linaldo Guedes, José Mário Rodrigues, Homero Fonseca, acolhendo fraternalmente o poeta laureado da Califórnia Quincy Troupe, professor de escrita criativa em Nova Yorque e considerado um dos melhores declamadores do mundo. O poeta americano é também editor da revista Black Renaissance Noir e vem à Fliporto acompanhado de sua mulher Margaret Troupe no dia ainda da eleição para a presidência dos Estados Unidos. Seus poemas serão distribuídos ao público Fliporto, em tradução de Marina Martenssom e Lucila Nogueira, que estará em painel com o curador literário da OFF FLIP de Paraty Ovídio Poli Júnior e lançando livro sobre Josué de Castro em companhia de Xico Sá e Vandeck Santiago, na homenagem que é prestada ao centenário do escritor de Geografia da Fome.

Sobre as homenagens, registre-se a importância do centenário de Guimarães Rosa, que estará trazendo a Pernambuco as pesquisadoras Sandra Vasconcelos , curadora do acervo Guimarães Rosa do Instituto de Estudos Brasileiros da Usp e Ana Luiza Martins Costa, esta última pesquisadora da Fundação Biblioteca Nacional e autora do roteiro de Mutum, filme a partir de conto do autor mineiro que estará sendo exibido na Fliporto. O painel, conduzido pelo estudioso de Guimarães Paulo Gustavo, conta ainda com a presença de Bráulio Tavares, que estará lançando seu livro sobre o romancista de Grande Sertão e Veredas, que juntamente com Clarice Lispector inovou no século XX a literatura brasileira, assim como ocorrera com Machado no século XIX.

Lauro Junkes, presidente da Academia Catarinense de Letras, estará ao lado do poeta e professor à ngelo Monteiro, conversando sobre os 110 anos da morte do poeta afro-descendente Cruz e Sousa, que instaura no Brasil o simbolismo europeu e é considerado o maior poeta negro do Brasil. Sobre ele lserá exibido o filme de Sylvio Back Curz e Sousa o poeta do desterro.No entanto, uma linha de força da Fliporto é a homenagem a Solano Trindade, quando Inaldete Pinheiro e Cláudia Cordeiro estarão tecendo considerações sobre seus versos, sucedidas pelo depoimento da filha Raquel Trindade. Também os setenta anos da tradução francesa de Jubiabá, de Jorge Amado, estão sendo assinalados por Lucilo Varejão Neto e Myrian Fraga, presidente da Fundação que leva o nome do escritor em Salvador. Ainda da Bahia, será feito um recital assinalando os 140 anos de encenação de O Navio Negreiro, de Castro Alves, com o poeta Sílvio Romero e as declamadoras Marina Martensson, Michele Nogueira e Tatiane Rose.

Gilberto Freyre, Joaquim Nabuco, Aimé Césaire, Doris Lessing, Cláudio Aguiar, Frederico Pernambucano de Melo, Jomard Muniz de Brito e Marcus Accioly são autores abordados nos vários momentos da programação literária da Fliporto, que tem toda uma tarde dedicada à geração 65 de escritores pernambucanos : duas sessões de saudade e tributo a Sérgio Moacir de Albuquerque e Alberto da Cunha Melo, recentemente desaparecidos, com a edição dos 40 anos de Murais da Morte, de autoria do primeiro, e um recital dos alunos da Fafire com poemas do segundo, que estará na Fliporto com exposição permanente da Biblioteca pública estadual, juntamente com Sem Lei nem Rei, mostra especial de Maximiano Campos. Ainda naGeração 65, uma homenagem especial dos alunos da Oficina Literária de Raimundo Carrero, com lançamento posterior de livros de Ângelo Mointeiro, Jaci Bezerra e José Rodrigues de Paiva.

No último dia,um domingo, Luzilá Gonçalves Ferreira comanda painel de literatura de mulheres, e acontecem os Diálogos Luso-brasileiros,na seqüência de palestra de Gilda Santos, e pronunciamentos de Maria de Lourdes Hortas, Laura Areias, Elisabete Dias Martins e Ermelinda Ferreira, com lançamentos de livros dos painelistas e escritores como Admaldo Matos, André Cervinskis, Rinaldo de Fernandes, Lourdes Sarmento, entre outros. .Maria Cláudia Azambuja irá conduzir debate com Evaristo Filho, Cristiano Ramos e Renato Lima sobre televisão e literatura, assunto que será objeto de mais um painel a seguir com o diretor de comunicação da Rede Globo de Televisão Luís Erlanger, onde estarão opinando Maria Adelaide Amaral, Edney Silvestre e Zeca Camargo. O quarteto forte de África da Fliporto deste ano volta para encerrar com chave de ouro, no caso Pepetela, Marcelino dos Santos, José Eduardo Agualusa e Luís Carlos Patraquim e o ensaísta e músico José Miguel Wisnik se apresenta em uma de suas melhores aulas show com Arthur Nestrovski, especialmente preparada para o público de Porto de Galinhas.

Durante o evento, haverá exibição dos filmes africanos vencedores do Festival de Tarifa, filmes sobre Solano Trindade, Cruz e Sousa e Guimarães Rosa,roda especial de poesia paraibana com doze convidados, outra pernambucana, mais uma chamada fliportiana, porque formada pelos poetas convidados deste ano, e a participação dos grupos de poesia Nós Pós e Movipoesia, além de Poema Instalação de Wellington de Melo e Exposição de Pedro Buarque. Em restaurante do balneário a ser deliberado, acontecerá o lançamento especial do livro O Negro Açúcar, de Letícia Cavalcanti, Editora Fliporto, que trata da influência da África no Brasil gastronômico, especialmente escrito por solicitação da curadoria literária para a IV Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas, que será distribuído como brinde aos convidados.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

FLIPORTO 2008 : MAIS OITO ESCRITORES AFRICANOS

Continuamos a divulgar a caravana Fliporto 2008, que este ano presta homenagem à África. Emocionante tem sido sentir o carinho que tem pelo Brasil os irmãos escritores de Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau. Estaremos todos reunidos, de 6 a 9 de novembro, no azul sem limite da praia de Porto de Galinhas.



ONDJAKI



Ondjaki é um jovem poeta, sociólogo, roteirista e romancista de Angola.Seus livros Bom dia camaradas (2001), O assobiador (2002) e Quantas madrugadas tem a noite (2004) são habitados por personagens que lutam para entrever beleza e esperança entre os destroços de uma das mais longas guerras civis africanas.Acaba de lançar um romance (AvóDezanove e o Segredo do Soviético, Caminho), e foi distinguido pela Associação Portuguesa de Escritores com o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco 2007, pelo seu livro Os da Minha Rua (Caminho).Traduzido para vários idiomas, é finalista do Prêmio de Literatura da Portugal Telecom.



LUIS CARLOS PATRAQUIM



Luís Carlos Patraquim é um grande poeta moçambicano, fiel às suas raízes africanas sem desprezar a marca cosmopolita do verso contemporâneo. Esteve nos anos setenta na Suécia e desde 1986 reside em Portugal, colaborando na imprensa moçambicana e portuguesa, também em roteiros para cinema,escrevendo para teatro e atuando como comentador na RTP-África.Publicou “Monção” (1980), “A Inadiável Viagem” (1985),“Vinte e tal novas formulações e uma elegia carnívora” (1992), “Mariscando Luas”, em parceria com Chichorro e Ana Mafalda Leite, (1992), “Lidemburgo Blues” (1997) e “O Osso Côncavo”(2005). Foi distinguido com o Prêmio Nacional de Poesia, Moçambique, em 1995.



AMÉLIA DALOMBA




Amélia Dalomba é angolana e sua poesia retrata com impacto estético e ideológico a condição e a linguagem da mulher contemporânea. O amor dos sentidos se reveste de uma nostalgia do paraíso.Condecorada em dezembro de 2005 com a primeira classe da Medalha do Vulcão, já publicou, entre vários títulos, os livros "Ânsia"(1995) ,"Sacrossanto Refúgio"(1996),"Espigas do Sahel"(2004), "Cacimbo"( 2000), "Noites ditas à chuva"(2005) "Aos teus pés quanto baloiça os vento"(2006), "Sinal de Mãe nas Estrelas"(2008).É autora de várias canções da música popular de Angola e tem participação em diversas antologias, já havendo sido traduzida ao francês, ao sueco e publicada no Brasil. É colaboradora do Jornal de Angola e estará lançando na Fliporto seu cd "Verso, Prece e Canto", onde trabalha com músicos de diferentes países de África e Europa.



MANUEL TELES NETO



Manuel Teles Neto é de São Tomé, autor de "Maresia Tropical", obra vencedora do Concurso Literário "Vozes das Ilhas" promovido pela União Nacional de Escritores e Artistas Santomenses (UNEAS) em 1990, em poesia, obtendo em 2005 o Prêmio Sonangol de Literatura, com o romance "Retalhos do Massacre de Batepá", considerada uma epopéia da resistência política e cultural de São Tomé, que assinou com o pseudônimo Malé Madeçu.





TONY TCHECA



É o pseudônimo de Antonio Soares Lopes, autor da Guiné Bissau. Sua obra é voltada para a construção de uma identidade que deconstrói os pressupostos de assimilação ligados ao período colonial, desde o problema da escravatura às demais formas de repressão. Pertence à geração de Helder Proença e Odete Semedo, que utiliza tanto o português como o crioulo para escrever . É autor de "O eco do pranto"(1992), "Noites de insônia em terra adormecida"(1996). Inicialmente voltado à questão social, seu trabalho literário se reveste, a seguir, de traços característicos de um léxico internacional.





SAMUEL GONÇALVES



É natural da Ilha do Fogo-Cabo-Verde.Sócio-correspondente de Academia de Letras e Artes do Nordeste, qualidade em que participa da Fliporto deste ano.Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Artistas e Médicos Escritores e Membro da Associação dos Escritores Caboverdeanos.Primeiro prêmio da Literatura Africana 2003 com o livro "Chinho e Colixo", pelo Instituto Marques de Vale Flor, Portugal.



FRANCISCO SOARES



É poeta , crítico, editor e professor de Literaturas Africanas na Universidade de Évora, além da Universidade Agostinho Neto, em Benguela.Nascido em Lisboa, viveu infância e juventude em Angola, onde reside atualmente. Morou por duas vezes no Brasil. Ligado a projetos de arte-correio e poesia visual, fotografia, declamação e multimidia. Tem vários livros publicados em torno de uma estética da crioulidade angolana, bem como sobre poemas liricos oriundos de Angola e publicados no Brasil no século XIX.Organizou a Nova Antologia da Poesia Angolana,abrangendo o período de 1985 a 2000, editado em Lisboa-Casa da Moeda.Integra, juntamente com Alexandre Maia, Lucila Nogueira(Ufpe) e Luís Cezerilo(Univ.Eduardo Mondlane/Unesp), a organização do V Seminário Internacional de Lusografias.



LUÍS CEZERILO



Poeta com cinco livros publicados no Brasil, Moçambique e Portugal : "O arrumador de luzes"(1999),"Quando o papel for branco"(2000),"Encontros-Desencontros"(2002),"Geometria das metáforas"(2003), "Incandescências"(2006).Tem pós-doutorado na Unesp, doutorado na Usp, sendo graduado em Sociologia pela Universidade de Évora e professor da Universidade Eduardo Mondlane em Moçambique. Desenvolve estudos sobre temas de Utopia e Liberdade na poesia de José Craveirinha e Eduardo White. Foi secretário da União de Escritores Moçambicanos e fundador da Casa Museu que leva o seu nome, em Moçambique. Coordenou em Maputo o IV Seminário Internacional de Lusografias, em 2002.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

DESTAQUES INICIAIS FLIPORTO 2008

Uma reunião da melhor qualidade essa a da Fliporto 2008, em sua IV versão prestando homenagem à África e seus escritores, mantendo, no entando, a plataforma de integração dos autores latino-americanos. Emocionante ir fazendo esse desenho da programação e chegar a congregar autores tão diversos, tão representativos de seu continente e sua cultura.

ANA PAULA TAVARES

É poeta, ficcionista e também historiadora, além de mestre em Literaturas Africanas. Ganhou o Prêmio Mário Antonio de poesia 2004 da Fundação Calouste Gulbenkian. Tem poemas publicados na Alemanha, Suécia e Canadá. Sua obra, que representa bem a condição feminina na produção do texto literário além dos vários estudos sobre a história de Angola, é avaliada pela crítica no entrelugar dos discursos ocidentais e africanos.

ALBERTO DA COSTA E SILVA

É poeta, ensaísta, historiador, memorialista e diplomata nascido em São Paulo, mas de origem nordestina, havendo feito seus primeiros estudos em Fortaleza. Membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) é considerado o maior africanólogo brasileiro e foi embaixador do Brasil na Nigéria e no Benim. Publicou seis livros sobre a África e suas relações com o Brasil, Portugal e a escravidão. Sua posição é de que sem a África, o Brasil não existiria, daí assumi-la como a verdadeira base da cultura brasileira. Sua obra literária é enaltecida pelos melhores críticos do país.


PAULINA CHIZIANE

Nasceu em Manjacase, província de Gaza, onde a mulher serve de joelhos a comida de seu marido. Falava chope e vivia no campo até os sete anos, quando se muda para os subúrbios de Maputo e aprende o português na escola, passando a falar o ronga nas ruas. Vencedora do prêmio José Craveirinha de 2003, pela obra Niketche: Uma História de Poligamia. Primeira romancista de Moçambique, prefere ser considerada uma contadora de estórias.


AFFONSO ROMANO DE SANT’ANNA

É poeta mineiro radicado no Rio de Janeiro e um dos intelectuais mais completos do Brasil, com atuação de destaque na área da cultura, como o trabalho extraordinário que desenvolveu na Biblioteca Nacional. Tem mais de quarenta livros publicados, havendo sido professor em inúmeras universidades brasileiras e estrangeiras. Participa ativamente de festivais de poesia em todo o mundo e de comissões julgadoras de prêmios internacionais, como o Rainha Sofia e o Camões.


MARCELINO DOS SANTOS

Poeta moçambicano, assina também seus poemas como Lilinho Micaia e Kalungano. Foi um dos fundadores da Frente de Libertação de Moçambique, onde ocupou ministérios e foi presidente da Assembléia Nacional. Co-fundador do Centro de Estudos Africanos de Lisboa, tem livros publicados na Rússia, China e Alemanha. Prêmio Lótus da Associacão de Escritores Afro-Asiáticos.


QUINCY TROUPE

É o primeiro poeta laureado da Califórnia, nos Estados Unidos, país onde nasceu, em St.Louis, Missouri. Autor de dezessete livros, dentre eles oito de poesia. A música é uma das linhas de força de sua poesia, no país do jazz e do blues. A África espiritual, sua pedra de toque e talismã. Vencedor por duas vezes do American Book Award, uma delas pela famosa biografia de Miles Davis. Prêmio Paterson por seu livro A Arquitetura da Linguagem (2006). Prêmio Milt Kessler em 2003 por Transcircularidades : poemas selecionados.


PEPETELA

Pseudônimo de Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, é uma das personalidades literárias mais importantes e representativas do continente africano e da literatura mundial. Seus livros Mayombe(1980), Yaka (1985), a Geração da Utopia (1992), entre muitos outros, lhe valeram, em 1997, o Prêmio Camões. Nascido em Benguela, participou do Movimento Popular para a Libertação de Angola, onde foi vice-ministro da Educação.


JOSÉ EDUARDO AGUALUSA

É angolano e tem dezesseis livros publicados. Foi o primeiro escritor africano a obter, em 2007, o prêmio de ficção estrangeira do jornal britânico The Independent, pelo livro O vendedor de Passados. Está traduzido em mais de dez idiomas e divide seu tempo entre Angola, Portugal e o Brasil, onde fundou a editora lusófona Língua Geral. Morou em Olinda e tem em Pernambuco um enorme público leitor.


ARIANO SUASSUNA

É um grande escritor brasileiro da Paraíba radicado em Pernambuco, poeta, ficcionista, dramaturgo, ensaísta, professor de estética da cultura, intelectual interdisciplinar, administrador cultural, autor de uma visão própria da cultura de nosso país que rejeita a automação estereotipada de influências globalizantes. Faz parte das Academias Paraibana, Pernambucana e Brasileira de Letras. Há mais de cinqüenta anos é consagrado internacionalmente com o Auto da Compadecida e posteriormente com A Pedra do Reino, entre muitos títulos. Tem percorrido o país com suas aulas-espetáculo que levam platéias ao delírio e é detentor do Prêmio Jorge Amado de Literatura.


THIAGO DE MELLO

É poeta e tradutor amazonense de Barreirinha e um dos escritores mais amados do Brasil, representante legítimo da força de nossa poesia e da nossa cultura. Exilado no Chile durante a repressão política, a juventude dos anos 1960 e 1970 dizia de cor seu poema Os Estatutos do Homem, cintilando o seu verso como símbolo de lírica engajada socialmente e de resistência ao totalitarismo político. Permanece em sua terra natal sempre escrevendo, publicando e envolvido na defesa da natureza e dos direitos humanos. Participa intensamente de festivais internacionais, sendo a grande referência de poesia brasileira nos países da América Latina.