sexta-feira, 10 de outubro de 2008

FLIPORTO 2008 : MAIS OITO ESCRITORES AFRICANOS

Continuamos a divulgar a caravana Fliporto 2008, que este ano presta homenagem à África. Emocionante tem sido sentir o carinho que tem pelo Brasil os irmãos escritores de Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau. Estaremos todos reunidos, de 6 a 9 de novembro, no azul sem limite da praia de Porto de Galinhas.



ONDJAKI



Ondjaki é um jovem poeta, sociólogo, roteirista e romancista de Angola.Seus livros Bom dia camaradas (2001), O assobiador (2002) e Quantas madrugadas tem a noite (2004) são habitados por personagens que lutam para entrever beleza e esperança entre os destroços de uma das mais longas guerras civis africanas.Acaba de lançar um romance (AvóDezanove e o Segredo do Soviético, Caminho), e foi distinguido pela Associação Portuguesa de Escritores com o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco 2007, pelo seu livro Os da Minha Rua (Caminho).Traduzido para vários idiomas, é finalista do Prêmio de Literatura da Portugal Telecom.



LUIS CARLOS PATRAQUIM



Luís Carlos Patraquim é um grande poeta moçambicano, fiel às suas raízes africanas sem desprezar a marca cosmopolita do verso contemporâneo. Esteve nos anos setenta na Suécia e desde 1986 reside em Portugal, colaborando na imprensa moçambicana e portuguesa, também em roteiros para cinema,escrevendo para teatro e atuando como comentador na RTP-África.Publicou “Monção” (1980), “A Inadiável Viagem” (1985),“Vinte e tal novas formulações e uma elegia carnívora” (1992), “Mariscando Luas”, em parceria com Chichorro e Ana Mafalda Leite, (1992), “Lidemburgo Blues” (1997) e “O Osso Côncavo”(2005). Foi distinguido com o Prêmio Nacional de Poesia, Moçambique, em 1995.



AMÉLIA DALOMBA




Amélia Dalomba é angolana e sua poesia retrata com impacto estético e ideológico a condição e a linguagem da mulher contemporânea. O amor dos sentidos se reveste de uma nostalgia do paraíso.Condecorada em dezembro de 2005 com a primeira classe da Medalha do Vulcão, já publicou, entre vários títulos, os livros "Ânsia"(1995) ,"Sacrossanto Refúgio"(1996),"Espigas do Sahel"(2004), "Cacimbo"( 2000), "Noites ditas à chuva"(2005) "Aos teus pés quanto baloiça os vento"(2006), "Sinal de Mãe nas Estrelas"(2008).É autora de várias canções da música popular de Angola e tem participação em diversas antologias, já havendo sido traduzida ao francês, ao sueco e publicada no Brasil. É colaboradora do Jornal de Angola e estará lançando na Fliporto seu cd "Verso, Prece e Canto", onde trabalha com músicos de diferentes países de África e Europa.



MANUEL TELES NETO



Manuel Teles Neto é de São Tomé, autor de "Maresia Tropical", obra vencedora do Concurso Literário "Vozes das Ilhas" promovido pela União Nacional de Escritores e Artistas Santomenses (UNEAS) em 1990, em poesia, obtendo em 2005 o Prêmio Sonangol de Literatura, com o romance "Retalhos do Massacre de Batepá", considerada uma epopéia da resistência política e cultural de São Tomé, que assinou com o pseudônimo Malé Madeçu.





TONY TCHECA



É o pseudônimo de Antonio Soares Lopes, autor da Guiné Bissau. Sua obra é voltada para a construção de uma identidade que deconstrói os pressupostos de assimilação ligados ao período colonial, desde o problema da escravatura às demais formas de repressão. Pertence à geração de Helder Proença e Odete Semedo, que utiliza tanto o português como o crioulo para escrever . É autor de "O eco do pranto"(1992), "Noites de insônia em terra adormecida"(1996). Inicialmente voltado à questão social, seu trabalho literário se reveste, a seguir, de traços característicos de um léxico internacional.





SAMUEL GONÇALVES



É natural da Ilha do Fogo-Cabo-Verde.Sócio-correspondente de Academia de Letras e Artes do Nordeste, qualidade em que participa da Fliporto deste ano.Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Artistas e Médicos Escritores e Membro da Associação dos Escritores Caboverdeanos.Primeiro prêmio da Literatura Africana 2003 com o livro "Chinho e Colixo", pelo Instituto Marques de Vale Flor, Portugal.



FRANCISCO SOARES



É poeta , crítico, editor e professor de Literaturas Africanas na Universidade de Évora, além da Universidade Agostinho Neto, em Benguela.Nascido em Lisboa, viveu infância e juventude em Angola, onde reside atualmente. Morou por duas vezes no Brasil. Ligado a projetos de arte-correio e poesia visual, fotografia, declamação e multimidia. Tem vários livros publicados em torno de uma estética da crioulidade angolana, bem como sobre poemas liricos oriundos de Angola e publicados no Brasil no século XIX.Organizou a Nova Antologia da Poesia Angolana,abrangendo o período de 1985 a 2000, editado em Lisboa-Casa da Moeda.Integra, juntamente com Alexandre Maia, Lucila Nogueira(Ufpe) e Luís Cezerilo(Univ.Eduardo Mondlane/Unesp), a organização do V Seminário Internacional de Lusografias.



LUÍS CEZERILO



Poeta com cinco livros publicados no Brasil, Moçambique e Portugal : "O arrumador de luzes"(1999),"Quando o papel for branco"(2000),"Encontros-Desencontros"(2002),"Geometria das metáforas"(2003), "Incandescências"(2006).Tem pós-doutorado na Unesp, doutorado na Usp, sendo graduado em Sociologia pela Universidade de Évora e professor da Universidade Eduardo Mondlane em Moçambique. Desenvolve estudos sobre temas de Utopia e Liberdade na poesia de José Craveirinha e Eduardo White. Foi secretário da União de Escritores Moçambicanos e fundador da Casa Museu que leva o seu nome, em Moçambique. Coordenou em Maputo o IV Seminário Internacional de Lusografias, em 2002.

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